quarta-feira, 14 de novembro de 2018
 
     
 
Borsari se reúne com representantes israelenses
 
     
 
 

Durante a realização do “Simpósio Internacional Escassez Hídrica e o Reúso de Água Como Parte da Solução”, o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo (SSRH), Ricardo Borsari, reuniu-se com o cônsul para assuntos econômicos de Israel, Itzhak Reich, e com o especialista Danny Greenwald, palestrante do evento e regulador, que trabalha na Autoridade de Água de Israel. Participou do encontro ainda o presidente do Conselho Mundial da Água e ex-secretário Benedito Braga, que também proferiu palestra no Simpósio. Na pauta da reunião, o avançado sistema hídrico israelense e como a Autoridade de Água de Israel pode colaborar com a Secretaria de Recursos Hídricos trazendo conhecimento, especialmente nas questões envolvendo reúso da água, tema do Simpósio. Foram tema de conversa ainda possíveis parcerias governamentais e, por extensão, oportunidades tecnológicas que podem ser aplicadas ao setor no Estado de São Paulo. O Simpósio aconteceu nos dias 12 e 13 de novembro, em São Paulo, contando com a participação de especialistas de vários países, como Israel, México e Inglaterra, além de brasileiros, para trocar experiências sobre o reúso da água. Participaram cerca de 200 pessoas, entre técnicos, acadêmicos e estudantes da área. O evento foi promovido pela ABES, com apoio da Sabesp, Sanasa, Comitês da Bacia PCJ, Agência PCJ, Fabhat, EPUSP e Banco Mundial.

 

Relações Internacionais

 

Na avaliação do assessor de Relações Internacionais da SSRH, Patrick Johann Schindler, o evento foi um sucesso com grande participação de especialistas e interessados no tema. Foi uma oportunidade de troca de conhecimentos e estreitamento de laços de cooperação numa área importante para o futuro do planeta. “Temos que pensar a segurança hídrica como oportunidade de negócio, onde tecnologias inovadoras podem ser utilizadas e meios alternativos criados para enfrentar intempéries climáticas cada vez mais frequentes”, destacou Schindler. Com relação ao exemplo de Israel, o assessor de Relações Internacionais ressaltou que o tratamento de esgoto deve ter o seu ciclo de sustentabilidade fechado, levando à cabo a teoria de Lavoisier, onde nada se perde, tudo se transforma. Dessa forma, a água tratada se torna um insumo relevante para suprir a demanda hídrica elevada de certas atividades econômicas que não necessitam de água potável. “Isso é algo que Israel já vem fazendo há muitos anos no setor hídrico por estar em uma região árida do Planeta. Nossa realidade geográfica é bem diferente, mas, levando-se em conta a distribuição irregular da água em nosso território, pensar em alternativas sustentáveis para dirimir os conflitos pelo uso da água na região mais populosa do país é fundamental e estratégico para que tenhamos água em abundância para o desenvolvimento econômico do estado e a garantia do abastecimento público”, avaliou Patrick Schindler.

 

     
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