segunda-feira, 02 de abril de 2018
 
     
 
Assessoria Internacional da SSRH tem atuação intensa durante o 8º Fórum Mundial da Água
 
     
 
 
 
     
 

O 8º Fórum Mundial da Água, realizado entre 18/03 e 23/03, em Brasília, contou com a participação de diversas áreas da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo (SSRH). Um dos destaques foi a Assessoria Internacional, que, além de coordenar as reuniões do presidente do Conselho Mundial da Água e titular da SSRH, Benedito Braga, com representantes de governos e entidades do mundo inteiro, também participou de vários encontros temáticos.

 

Exemplo dessa atuação foi a reunião realizada com Peter Thomson, nomeado pela ONU Representante Especial para os Oceanos com o objetivo de unir esforços e acompanhar os resultados da Conferência das Nações Unidas sobre o tema visando a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Para atingir esse fim, Thomson trabalhará com a sociedade civil, comunidade científica, setor privado e outras partes interessadas para aglutinar e incentivar atividades em apoio à implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 14. Na visão dele, a água doce e a salgada devem ter uma gestão integrada já que a qualidade de uma interfere diretamente na outra.

 

O Fórum deste ano sediou o Painél de Alto Nível sobre Gestão Integrada das Nascentes dos Rios aos Mares: ações conjuntas das comunidades de água doce e oceânicas. O encontro contou com a participação de ministros do meio ambiente, água e saneamento, discutindo com representantes da alta administração do setor privado, instituições financeiras e órgãos intergovernamentais. “Como representante da SSRH para a implementação dos ODS, essa foi uma oportunidade para solidificar as conexões e a troca de conhecimento entre especialistas e tomadores de decisão que se concentram nas questões de água marinha (ODS 14) e da água doce (ODS 6)” apontou Patrick Johann Schindler, assessor de Relações Internacionais da SSRH.

 

Na reunião, Peter Thomson lembrou que os estuários têm sido negligenciados e que os rios são os principais condutores de poluentes, contribuíndo para o deflúvio de resíduos agrícolas, industriais e humanos, ampliando a poluição marítima. A preservação/conservação dos ecossistemas costeiros e marítimos (mangues e pântanos) é essencial para reduzir a poluição dos oceanos. A qualidade da água dos rios que deságuam nos oceanos é fator de grande importância para se evitar a poluição marítima. “Somente através da interação e da troca de conhecimentos entre especialistas de água doce e salgada é que resultados e boas políticas públicas poderão ser implementadas”, ressaltou Schindler.

 

Além de cuidar melhor dos rios, uma proposta que poderia ajudar a reduzir a poluição dos mares seria a realização de um tratamento prévio dos esgotos que muitas vezes são despejados por emissários em algumas regiões.

 

O próximo Fórum Mundial da Água será realizado no Senegal em 2021 e o tema da gestão integrada das águas doces com as águas salgadas terá grande destaque.

 

ENCONTROS

 

Ao longo da realização do 8º Fórum Mundial da Água, o Secretário de Saneamento e Recursos Hídricos Benedito Braga, e o assessor de Relações Internacionais da SSRH, Patrick Johann Schindler, reuniram-se com diversas autoridades. Segurança hídrica foi o tema principal da reunião com o com vice-ministro de Recursos Hídricos da China, Zhou Xuewen, que destacou o fato de que questões hidrológicas podem desencadear problemas sociais e causar a migração de grande volume de pessoas que fogem das secas e enchentes.

 

Além disso, a reunião apontou que a falta de segurança hídrica deve ser enfrentada pelos mais altos patamares da classe política, que podem fomentar políticas públicas que lidem com essa questão. As secas castigam várias regiões da China e o governo de lá tem promovido campanhas de conservação da água e criado formas de controlar a poluição hídrica. O ministro chinês ressaltou ainda que a conservação, aliada às obras de infraestrutura, foi utilizada para alcançar a segurança hídrica. Consequentemente, a segurança hídrica contribui para o desenvolvimento de outras áreas, garantindo a segurança alimentar, energética e o abastecimento humano.

 

Também foram destaque na agenda de Benedito Braga e Patrick Schindler as reuniões com o ministro de Energia do Irã, Reza Ardakanian, com o embaixador do Kenya no Brasil, Isaac Ochieng e sua delegação, e com o diretor geral do IIASA (Instituto Internacional para Sistemas de Análise Aplicados) professor Pavel Kabat.

 

Esta última reunião girou em torno de influenciar os negociadores climáticos a terem uma visão voltada para a água. Isso porque as alterações climáticas são sentidas por meio da água através de eventos extremos como furacões, tornados, enchentes, secas etc. O professor Kabat pretende ajudar a moldar o processo do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas). O fato da CoP 24 ser na Polônia, país de nascimento de Pavel, possibilitará a ele trazer a água para mais perto do debate climático. A CoP 22 em Marrakesh já contou com o apoio da ministra marroquina das Minas, Energia, Água e Meio Ambiente Charafat Afailal para esse mesmo fim.

 

 
     
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