sexta-feira, 17 de março de 2017
 
     
 
Secretária Mônica Porto fala sobre aprendizado com a crise hídrica em evento da Abdid
 
     
 
 
 
Secretária adjunta Mônica Porto participa de painel em Seminário da Abdib (Foto: Assessoria de Comunicação)
 
     
 
A secretária adjunta de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo Mônica Porto participou ontem do Seminário “As Soluções Para o Saneamento Básico e os Recursos Hídricos no Brasil”, promovido pela Abdib - Associação Brasileira da Indústria de Base. A secretaria adjunta falou sobre as ações realizadas para a solução da crise hídrica de 2014/15 e o aprendizado que ela deixou. "É importante sempre falarmos dessa crise, que foi um evento climático de baixíssima probabilidade de acontecer, para não esquecermos o que aprendemos com ela. Hoje trabalhamos na Grande São Paulo com um critério mais moderno de risco, com conceitos de redundância na infraestrutura e de fazer cada vez mais com menos" apontou Mônica Porto.
Ela lembrou que diversas obras realizadas durante a crise e que estão em andamento já têm embutido o conceito de redundância, como as interligações Rio Grande - Alto Tietê e Jaguari- Atibainha. Ou seja, são estruturas que só serão acionadas quando houver necessidade", ressaltou, lembrando que com as obras realizadas pelo Governo do Estado e a Sabesp a Região Metropolitana de São Paulo hoje está preparada para eventos ainda mais severos que o de 2014/15.
Rio Pinheiros
A secretária adjunta falou também sobre o projeto do Governo de São Paulo para despoluição do rio Tietê que está sendo trabalhado em conjunto pelas secretarias de Saneamento e Recursos Hídricos, de Energia, e do Meio Ambiente, com apoio da Abdib. "É preciso enxergar a questão sob uma ótica mais ampla e se conscientizar de que é um processo muito complexo, que exige tempo, investimentos e o apoio de toda a sociedade. Há questões, por exemplo, como as ocupações irregulares nas margens do rio e dos córregos afluentes que são muito complicadas. Estamos trabalhando na modelagem de um projeto que poderá reintegrar o Pinheiros à cidade e isso será muito bom, mas é importante que todos participem e que tenhamos perspectivas realistas", ressaltou.
Ela lembrou de casos como o do rio Tâmisa, em Londres, cujo trabalho de despoluição teve seus primeiros passos a partir de 1850 e que, passados quase 170 anos ainda prossegue. “É um trabalho contínuo, que nunca acaba porque a cidade está sempre em movimento e, ao mesmo tempo, sabe-se que o resultado nunca será uma água límpida como era antes, onde se possa nadar, por exemplo. Mas o suficiente para que o rio volte a conviver com as pessoas”, apontou Mônica Porto, lembrando que no projeto do Tâmisa está sendo iniciada uma nova etapa que investirá 5 bilhões de libras (quase R$ 20 bilhões) até 2019.
Participaram da mesa deste painel também o secretário de Obras do município de São Paulo, Marcos Penido, o presidente da Abdib, Venilton Tadini, e o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu.

 
     
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