segunda-feira, 26 de dezembro de 2016
 
 

São Paulo empresta bombas do Cantareira para combater seca no Nordeste

 
 
 
 
Governador assinou termo de cessão temporária de conjunto de bombas para ajudar no abastecimento da Paraíba e Pernambuco (Foto:SSRH)
 
     
 
O governador Geraldo Alckmin assinou nesta segunda-feira, dia 26, no Palácio dos Bandeirantes, termo de empréstimo de bombas para combater a seca nos estados da Paraíba e Pernambuco. O equipamento, que consiste em quatro conjuntos de bombas flutuantes, cada um com capacidade de bombear até 2.000 litros de água bruta por segundo, será cedido ao Ministério da Integração Nacional. O evento contou com as presenças do ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, da vice-governadora da Paraíba, Lígia Costa Feliciano, do secretário de Saneamento e Recursos Hídricos do Estado de São Paulo, Benedito Braga, do presidente da Sabesp, Jerson Kelman, e do presidente da Compesa, Roberto Cavalcanti Tavares.
“São Paulo passou por uma seca muito dura há três anos. Superamos, estamos com um sistema maior, melhor, mais preparado. E naquele momento compramos super bombas, com investimento perto de R$ 20 milhões, para poder ter um bombeamento eficaz e utilizar as chamadas reservas técnicas”, lembrou Alckmin. “Não estamos mais utilizando e o nordeste passa por uma seca que é a maior do século, não só no sertão, mas também no agreste”, comentou.
As bombas, utilizadas para captação das reservas técnicas do Sistema Cantareira durante a crise hídrica no Estado de São Paulo, serão transportadas para Floresta (PE), no eixo leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco, e instaladas dentro do reservatório de Braúnas. De lá, a água captada seguirá para a represa de Mandantes, no mesmo município, chegando a Monteiro, a primeira cidade paraibana a ter o abastecimento reforçado, com cerca de 30,8 mil habitantes.
“Este evento é exemplo de integração republicana. Em 2014 e 2015, São Paulo passou pela maior crise hidrológica já registrada na região. Agora, compartilha com os estados do Nordeste sua experiência adquirida nesse momento difícil, mostrando que os estados podem trabalhar unidos para superar os problemas”, afirmou o secretário Benedito Braga durante seu pronunciamento na cerimônia.
De acordo com previsão do Ministério da Integração Nacional, o uso das bombas flutuantes deve antecipar em até 25 dias a chegada da água a Monteiro e, na sequência, a Campina Grande, o segundo município mais populoso da Paraíba, com cerca de 400 mil habitantes, que será um dos mais beneficiados. O Estado da Paraíba é um dos mais afetados pelo quinto ano de seca que afeta o Nordeste. As bombas devem entrar em operação já no começo de 2017.
            A cessão do equipamento e demais materiais necessários para sua instalação, orçados em R$ 8,26 milhões, será pelo período mínimo de 120 dias, com possibilidade de prorrogação. Não terá qualquer custo aos beneficiados. A Sabesp prestará ainda o apoio técnico necessário para a instalação e a operação das bombas. Além dos quatro conjuntos de bombas flutuantes, cada um com dois motores e potência combinada de 350 cv, a Sabesp vai fornecer a estrutura necessária para sua operação, o que inclui dois conjuntos de motores como reserva, bem como 1.800 metros de tubulação para o transporte da água captada, 1.360 metros de cabos elétricos, inversores de frequência e disjuntores, além de outros itens. 
O projeto de instalação de bombas elétricas para captação da água das reservas técnicas foi uma iniciativa fundamental para garantir o abastecimento à população na mais grave estiagem na história do Estado de São Paulo. As bombas permitiram retirar a água localizada abaixo do nível mínimo de captação nas represas do Sistema Cantareira. Foram utilizadas ao todo duas cotas da reserva técnica, que juntas ampliaram em cerca de 29% a capacidade de reservação do Cantareira, que é de 982 bilhões de litros.
A primeira cota entrou em operação em maio de 2014, após apenas dois meses de obras, a um investimento aproximado de R$ 80 milhões. Inicialmente, foram instalados 17 conjuntos de bombas nas represas Jacareí e Atibainha, permitindo ampliar a capacidade do Cantareira em 182,5 bilhões de litros. Essa cota da reserva técnica foi utilizada durante cerca de um ano e sete meses, até o fim de dezembro de 2015, quando o nível dos reservatórios foi recuperado. A segunda, com captação também na represa Jacareí, no interior paulista, acrescentou 105 bilhões de litros à capacidade de reservação do Cantareira e foi usada entre outubro de 2014 e fevereiro de 2015, quando o nível dos mananciais já estava dando sinais de recuperação e o bombeamento desse volume já não era mais necessário
 
     
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