quinta-feira, 17 de novembro de 2016
 
 
Estado e prefeitura criam grupo de trabalho conjunto para enfrentar enchentes
 
 
 
 
Autoridades discutiram ações de combate à enchetes na capital. (Fotos: Gruiz)
 
 
 
 
Um grupo de trabalho envolvendo diversos órgãos do Governo do Estado de São Paulo e da Prefeitura da Capital foi criado nesta quarta-feira, 16, para enfrentar os desafios apresentados pelas mudanças climáticas. Neste primeiro momento, o foco principal das ações é o combate e a prevenção de enchentes durante o período de verão na cidade. A primeira reunião do novo grupo foi realizada ontem, na sede da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos.

“Estado e prefeitura estão trabalhando juntos para enfrentar os desafios do clima mais variável que se observa nos dias de hoje. Já registramos a manifestação de tempestades incomuns no início deste ano e, portanto, precisamos estar preparados desde já”, salientou o secretário de Saneamento e Recursos Hídricos e presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga. “Em nome do governador Geraldo Alckmin, estamos colocando todo o aparato do Estado à disposição da prefeitura no sentido de agir com antecedência e, assim, maximizar os benefícios para a população”, completou. A reunião contou com a presença do prefeito eleito da capital, João Doria, e diversos representantes da equipe de transição do governo municipal.

Por parte Governo do Estado, o grupo é composto por representantes da Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica), Defesa Civil, CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) e USP (Universidade de São Paulo). Por sua vez, a prefeitura está reunindo membros das secretarias de Obras, das Subprefeituras e demais órgãos vinculados.

Ações do Estado

O Governo do Estado investiu R$ 966,8 milhões em obras para o combate e prevenção de enchentes na RMSP (Região Metropolitana de São Paulo) nos últimos três anos. Só na construção do Piscinão Guamiranga, que se tornará o maior do Estado em dezembro, quando for entregue, foram aplicados R$ 142 milhões. A limpeza de 25 piscinões da região resultou na remoção de 432 mil m3 de sedimentos ao custo de R$ 33,1 milhões.

O DAEE realiza um trabalho contínuo de desassoreamento do Rio Tietê desde 2011 num trecho de 66 km entre a Barragem Edgard de Souza, em Santana do Parnaíba, e o Córrego Três Pontes, na divisa de São Paulo com Itaquaquecetuba, o que já resultou na retirada de 7,2 milhões de m³ de material assoreado e levou o rio à sua condição de escoamento original. O investimento foi de R$ 532,4 milhões. Além disso, em agosto foi iniciado o trabalho de desassoreamento de 44,2 km do rio Tietê, no trecho entre o córrego Três Pontes e o córrego Ipiranga, em Mogi das Cruzes. O investimento é de R$ 37,7 milhões e o volume a ser retirado é de 343 mil m³. Já nos 5 kms do trecho entre Biritiba Mirim e Salesópolis, a expectativa é remover mais 61,5 mil m³ de sedimentos.

As margens do rio Tamanduateí e do Córrego Pirajuçara foram recuperadas, assim como foram implantados seis pôlderes ao longo da Marginal Tietê e outros dois em Franco da Rocha. No final de outubro, o Estado lançou o edital para escolher a empresa que construirá o pôlder da Vila Itaim. Em paralelo, iniciou o desassoreamento do Cabuçu de Cima, Baquirivu-Guaçu e Juquery, importantes rios da região metropolitana. O trabalho é fundamental para garantir a capacidade de escoamento dos rios e minimizar o risco de inundações.
 
   
Mais notícias