quinta-feira, 22 de setembro de 2016
Secretária adjunta participa de seminário sobre saneamento básico e perdas de água
 
A Secretária Adjunta de Saneamento e Recursos Hídricos, Mônica Porto, participou, na manhã desta quinta-feira (22), do seminário "Casos de Sucesso em Saneamento Básico + Perdas de Água 2016", realizado pelo Instituto Trata Brasil, Subcomissão Permanente de Saneamento Ambiental (Sanear) e o Grupo de Economia da Infraestrutura e Soluções Ambientais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). O evento aconteceu no auditório do Itaú - FGV e também contou com a presença do presidente da Sabesp, Jerson Kelman.

Mônica Porto enfatizou a importância do seminário para destacar casos de sucesso de forma que todos os participantes possam aprender com os resultados e também focar na recuperação das águas paulistas, trabalhando no controle de perdas nos municípios. “Estamos publicando hoje (22) um edital dos 170 municípios que ainda não possuem planos municipais de saneamento. O Fundo Nacional de Recursos Hídricos vai dar apoio para que, dentro de um ano ou um ano e meio, o Estado possa ter todos os municípios com esse plano”, disse.
 
(Foto: Sabesp)
Jerson Kelman ressaltou a importância de se investir na redução de perdas de água para reduzir custos e melhorar os serviços de saneamento para a população. Segundo ele, o tema “perdas de água” tem sido extremamente discutido por técnicos da Sabesp, lembrando que o problema deva ser analisado por várias óticas, verificando o custo de produção e transporte dessa água nas regiões que apresentam mais vazamentos a fim de elencar as prioridades. De acordo com o presidente, os investimentos da companhia tanto para combater as perdas de água como para ampliar a coleta e tratamento de esgotos foram retomados. “Temos um financiamento com a Jica [Agência de Cooperação Internacional do Japão] que foi prorrogado por três anos. Serão R$ 950 milhões nos próximos três anos, além dos R$ 400 milhões de recursos próprios da empresa”, disse.

Outro tema que precisa ser repensado são as perdas de esgoto que, consequentemente, acabam não recebendo o tratamento adequado. Para Kelman, as empresas precisam ter incentivos para maximizar a produção do esgoto tratado ou do lodo, o que mostraria a eficiência da coleta e do tratamento.

Autoridades
Alceu Segamarchi Júnior ressaltou a necessidade de se combater as perdas de água não só pela questão ambiental, mas também pela econômica: “Hoje as perdas físicas são responsáveis por um prejuízo de R$ 8 bilhões, o que representa um total de investimentos para saneamento no ano”.

A necessidade de se investir na redução de perdas foi debatida, ainda, pelo deputado federal e representante da Sanear, João Paulo Tavares Papa, que defendeu a modernização da legislação para que as companhias consigam atuar na Região Metropolitana de São Paulo.
 
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