quarta-feira, 24 de agosto de 2016
Centro de Recuperação de Animais Silvestres completa 30 anos de operação
 
Há 30 anos, o DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica) administra o CRAS (Centro de Recuperação de Animais Silvestres), que fica dentro do PET (Parque Ecológico do Tietê). Diversas espécies chegam ao local pelas mãos de profissionais ligados ao IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Polícia Militar Ambiental, Corpo de Bombeiros e o Centro de Controle de Zoonoses. Em alguns casos especiais, estes são doados por seus proprietários, que os mantém em cativeiro como bichos de estimação.

A unidade realiza um importante papel em prol do meio ambiente tratando de bichos apreendidos do tráfico ilegal de animais silvestres ou resgatados pelos órgãos fiscalizadores. Inaugurado em 1986, o CRAS cuida de várias espécies, desde as mais comuns até as ameaçadas de extinção. Anualmente recebe a média de doze mil bichos, sendo que as aves representam 84% desse total, a maioria encontrada com traficantes ou em cativeiros clandestinos.

Após a recepção, mamíferos, répteis e aves são identificados por espécie, sexo e procedência e passam por uma avaliação de seu estado físico para obter o tratamento mais adequado.
 
(Foto: Divulgação/ DAEE)
Após a recepção, mamíferos, répteis e aves são identificados por espécie, sexo e procedência e passam por uma avaliação de seu estado físico para obter o tratamento mais adequado. Os animais mais apreendidos são papagaios, jabutis, gaviões, macacos e corujas.

Para atender a demanda dos animais, o CRAS mantém uma equipe composta por veterinários, biólogos e tratadores em uma estrutura totalmente adaptada com ambulatório e laboratório, viveiros, salas de internação, cirurgia e de necropsia, além de cozinha para o preparo da alimentação animal, ocupando uma área total de 600 mil metros quadrados.

Após a reabilitação e alta, a equipe técnica estuda o melhor destino para os animais, que poderá ser liberação em seu ambiente natural, criadouros registrados pelo IBAMA, centros de pesquisas, zoológicos ou até mesmo áreas de soltura e monitoramento próprios. Em relação às espécies ameaçadas de extinção há um cuidado especial, pois como estão sob risco de desaparecerem da natureza, os locais de destino precisam ser planejados, a fim de que não sofram as ameaças do ambiente. Penas completas, peso e o restabelecimento das condições de vôo fazem parte do check-in para soltar as aves.

Os mamíferos precisam exibir pelagem em bom estado, peso e locomoção normal e, os répteis, mostrar ótima escama ou placas córneas íntegras, postura e locomoção. Já os animais que não reúnem condições de voltar à natureza, devido à problemas físicos ou comportamentais, seguem para os criadores legalizados, assim como as espécies que sofrem com ameaça de extinção.
 
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