segunda-feira, 22 de agosto de 2016
 
DAEE inicia desassoreamento do Tietê no trecho Itaquaquecetuba-Mogi das Cruzes
 
O Governador Geraldo Alckmin, o Secretário de Saneamento e Recursos Hídricos, Benedito Braga, e o Superintendente do DAEE, Ricardo Borsari, deram início, neste sábado (20), ao trabalho de desassoreamento de 44,2 quilômetros do rio Tietê, no trecho compreendido entre o córrego Três Pontes, na divisa de São Paulo com Itaquaquecetuba, e o córrego Ipiranga, em Mogi das Cruzes. O Governo do Estado está investindo R$ 37,7 milhões no trabalho que é realizado pelo DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica).

As máquinas estão removendo um total de 343 mil m³ de sedimentos (como areia, argila e materiais não inertes) e lixo depositados no fundo do canal, o que deverá contribuir para evitar inundações nos municípios beneficiados – Poá, Suzano, Itaquaquecetuba e Mogi das Cruzes. A expectativa é concluir o trecho em 18 meses.

BIRITIBA MIRIM E SALESÓPOLIS - O DAEE está investindo mais de R$ 6,5 milhões no desassoreamento de 5 quilômetros do rio Tietê (a montante do canal de adução da Sabesp para o reservatório do Biritiba) e 5 quilômetros do rio Paraitinga (a partir da foz com o rio Tietê), nos municípios de Biritiba Mirim e Salesópolis.
 
O Governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o Secretário de Saneamento e Recursos Hídricos, Benedito Braga, inaugurando o desassoreamento do Tietê com funcionários (Foto: SSRH)

As máquinas estão removendo 61,5 mil m³ de sedimentos neste trecho, denominado Lote 5, que foi atingido por alagamentos em novembro de 2014. O DAEE já executou 25% do trabalho contratado neste trecho.

TRABALHO CONTÍNUO - O investimento do Estado no desassoreamento do Tietê entre 2011 e 2016 é de R$ 735,8 milhões, quando foram removidos 10,8 milhões m³ de detritos do rio e de seus afluentes. Foram aplicados R$ 532,4 milhões no Rio Tietê, divididos entre os Lotes 1, 2 e 3 (7,2 milhões m³); e mais R$ 203,4 milhões nos demais cursos d’água (3,3 milhões m³). O Lote 1 conta com 16,5 km de extensão, entre a Barragem Edgard de Souza e o Cebolão, entre os municípios de Santana de Parnaíba, Barueri, Carapicuíba e Osasco. Já o Lote 2, com todos os 24,5 km em São Paulo, vai do Cebolão à Barragem da Penha. Por fim, o Lote 3 conta com mais 25 km na capital, entre a Barragem da Penha e o córrego Três Pontes.

"Estamos iniciando uma obra estruturante e importante para toda bacia do Alto Tietê, que é o desassoreamento de 44 quilômetros do rio. Com a retirada de 343 mil metros cúbicos de sujeira, limpamos o rio, aprofundamos a calha e ajudamos toda a micro e macrodrenagem da região", explicou Alckmin sobre os serviços, que evitam enchentes causadas por falta de escoamento das águas dos córregos e rios que desaguam no Tietê.

Segundo o Secretário de Saneamento e Recursos Hídricos, Benedito Braga, a obra irá proteger a Região Metropolitana de São Paulo de enchentes. "A chuva generosa nos leva a uma preocupação que não temos hoje, mas teremos no final do ano, quando aquilo que era falta [a chuva] passa a ser excesso. Essa obra está sendo feita para dar mais segurança às populações dessa região do ponto de vista das enchentes que assolam a RMSP durante o período de verão"..

Ricardo Borsari, Superintendente do DAEE, destaca que “este trabalho é fundamental para garantirmos a capacidade de vazão do rio Tietê e reduzirmos o risco de inundações nos municípios de Itaquaquecetuba, Poá, Suzano, Mogi das Cruzes e Biritiba Mirim, com reflexos positivos em Guarulhos e São Paulo”.

 
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