quinta-feira, 18 de agosto de 2016
 
DAEE já plantou 36 mil árvores no reservatório do Paraitinga
 
O DAEE completou, em julho, o plantio de 36 mil mudas de árvores de espécies nativas às margens do reservatório do Paraitinga, em Salesópolis. O reservatório integra o Sistema Produtor do Alto Tietê e o lantio faz parte do Programa Nascentes, criado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente para recomposição de matas ciliares em cursos d’água e reservatórios.

No total, serão reflorestados 66 hectares ao longo do reservatório, com o plantio de 110 mil mudas de 80 espécies nativas da Mata Atlântica. O trabalho está sendo realizado pelo DAEE e a CODASP (Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo), e representa um investimento de R$ 3,1 milhões. O plantio começou em novembro de 2015 e a expectativa é concluí-lo em março de 2017. O contrato com a CODASP prevê, também, um serviço de manutenção por 12 meses.

Parte das mudas é produzida no Parque Ecológico do Tietê e por reeducandos do Programa Regional de Plantio de Mudas Nativas e Recuperação de Mananciais, da Secretaria de Administração Penitenciária.
 
Plantio já beneficiou 21,6 hectares ao longo das margens do reservatório do Paraitinga (Foto DAEE)

Este programa tem como objetivo promover a ressocialização de sentenciados por meio da produção de mudas, do plantio e da restauração de áreas degradadas, principalmente nas regiões dos presídios. O restante das mudas é produzida por dezenas de pequenos produtores em várias regiões do Estado.

Programa Nascentes


O Programa Nascentes tem a meta de restaurar cerca de 20 mil hectares de matas ciliares e proteger seis mil quilômetros de cursos d’água com investimentos públicos e privados. A iniciativa envolve proprietários locais, prefeitura, sindicato, ONGs, secretarias de Estado, associações e cooperativas com o intuito de aliar conservação da biodiversidade à qualidade da água. Inicialmente, as ações abrangem as bacias hidrográficas do Alto Tietê, Paraíba do Sul e Piracicaba/Capivari/Jundiaí, regiões que concentram mais de 30 milhões de habitantes. Nesta etapa, o objetivo é recuperar 4.464 hectares de matas ciliares, uma área equivalente a 5.400 campos de futebol, utilizando 6,3 milhões de mudas de espécies nativas.

Ricardo Borsari, Superintendente do DAEE, destaca que “as matas ciliares, dispostas ao longo das margens dos cursos d’água e reservatórios, são importantes, pois formam uma interface dinâmica entre os sistemas aquáticos e terrestres, trazendo vários benefícios. Entre eles, a diminuição do escoamento superficial das águas das chuvas, o que acaba minimizando os processos erosivos e favorecendo a conservação dos recursos hídricos”.


 
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