quarta-feira, 17 de agosto de 2016
 
Sabesp participa da abertura da Fenasan
 
Aberta oficialmente no dia 16 de agosto, a 27ª Feira Nacional de Saneamento e Meio Ambiente (Fenasan) reuniu representantes das principais empresas do setor, autoridades e especialistas ligados à questão, além do secretário de Saneamento e Recursos Hídricos, Benedito Braga; do secretário nacional de Saneamento do Ministério das Cidades, Alceu Segamarchi Junior; e do anfitrião do evento, o presidente da Associação dos Engenheiros da Sabesp (AESabesp), Olavo Sachs.

Durante a solenidade, a Sabesp esteve representada na mesa de debates pelo presidente, Jerson Kelman, que falou sobre os desafios que devem ser enfrentados no saneamento básico e dos obstáculos a serem vencidos.
 
(Foto: Divulgação/ Sabesp)
Segundo Kelman, embora São Paulo tenha superado a crise hídrica, outras regiões do país ainda sofrem com a falta d’água. Citando o caso do Ceará, que enviou técnicos para conhecer os métodos usados pela Sabesp para enfrentar a seca no Estado, o presidente reconheceu a importância do compartilhamento de experiências, mas chamou a atenção para a necessidade de uma discussão séria da questão hídrica, sem atitudes passionais. Ele lembrou a polêmica que tomou conta do país quando do início das obras de transposição do Rio São Francisco, quando ainda estava na Agência Nacional de Água (ANA): “As polarizações passionais ocultam e atrapalham a visão técnica. Simulações técnicas mostram soluções”, disse.

Ele também falou da importância de implementar de maneira eficiente as leis aprovadas e deu o exemplo da lei de Saneamento, ao determinar que os municípios façam os planos de saneamento locais. “A lógica de fazer os planos municipais de saneamento está certa, depois isso tem que ser aplicado nos contratos de programa”, afirmou.

Representando o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, o secretário Benedito Braga disse que a preocupação com o aquecimento global, causado pelas mudanças climáticas, voltava-se, até poucos anos atrás, somente para a questão energética e as emissões de gases causadores do efeito estufa. Hoje, segundo ele, o saneamento básico já foi incorporado como ponto importante desse debate: “O grande problema da mudança climática não é propriamente a temperatura, mas o grande impacto que causa no setor hídrico. São Paulo sempre foi lembrada como a região das enchentes. Isso mudou. Agora é lembrada pela seca. Essa questão da gestão hídrica tem que ser incorporada nesse contexto mais amplo da mudança climática”, ressaltou Braga, destacando as realizações da Sabesp para enfrentar a seca, como a interligação dos sistemas e a busca por outras fontes de abastecimento.

Olavo Sachs também fez uma intervenção abordando a questão da escassez hídrica que assola diferentes partes do mundo, que na Austrália é considerada a crise do milênio. “Em São Paulo, presenciamos a maior crise hídrica dos últimos 80 anos e ela permanece em alguns estados do Brasil ainda. Há uma preocupação muito grande do pessoal do Nordeste em saber como enfrentamos esse grave momento no Estado. A nossa função é trocar informações e experiências, os bons exemplos, ver o que deu certo e o que não deu”, disse.

O secretário Alceu Segamarchi Jr falou dos planos do Governo Federal para melhorar o saneamento no país, começando pela busca de um marco regulatório, com o objetivo de ampliar os recursos destinados ao setor. Ele informou que o Ministério das Cidades elevou de R$ 500 milhões para R$ 1,3 bilhão os recursos destinados á área no orçamento geral da União. Afirmando haver garantia de que pelo menos esse valor será mantido em 2017 e 2018, ele argumentou que o total não é suficiente para cumprir a meta do Pano Nacional de Saneamento (Plansab), que prevê a universalização de água e coleta de esgoto até 2033. “Para isso, seriam necessários R$ 15 bilhões ao ano e, como vemos, estamos longe disso”, reconheceu.



 
Mais notícias