segunda-feira, 15 de agosto de 2016
 
     
 
SIBH, do DAEE, já está em funcionamento
 
 
 
 
Conjunto de postos de monitoramento do SIBH – DAEE (Foto: Divulgação/ DAEE)
 
 

Acordos de cooperação técnica com a ANA (Agência Nacional de Águas) e o Cemaden (Centro de Monitoramento de Alertas de Desastres Naturais), firmados no início deste ano, ampliaram o alcance do Sistema Integrado de Bacias Hidrográficas (SIBH), do DAEE. O sistema conta com 1.350 postos de medição de índices pluviométricos, fluviométricos e piezométricos, sendo 700 do Cemaden, 300 da ANA e 350 do próprio DAEE, e fornecem estatísticas e dados que permitem a elaboração de análises hidrológicas de qualidade para a gestão dos recursos hídricos no Estado.

A Rede Hidrológica Básica do Estado de São Paulo já fornece, via internet, gratuitamente as séries históricas no Estado, através do Banco de Dados Hidrológicos (BDH) totalmente atualizado, além de informações no SIBH sobre a situação hidrológica anual (relatório de situação) e situação hidrológica de 10 minutos a 2 anos (ano anterior e ano atual) no Estado de São Paulo. Além disso, as diversas Salas de Situação do DAEE fornecem dados em tempo real em São Paulo, Registro, Taubaté, Piracicaba, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, além de alcançar também todo o resto do estado.

A Rede Hidrológica Básica do DAEE tem a função de quantificar e medir a oferta de água no Estado, sua distribuição espacial e temporal, possibilitando o planejamento e gerenciamento dos recursos hídricos pelo Estado e pelos Comitês de Bacias Hidrográficas, e subsidiando procedimentos, como outorgas para captação das cidades, indústrias e agricultura, além de projetos de barragens e retificação de rios e córregos, entre outros. 

INVESTIMENTOS 

Desde 2000, a Rede Hidrológica Básica do DAEE vem recebendo investimentos para a sua modernização, na substituição total dos equipamentos mecânicos - utilizados desde a década de 1960 - para digitais. Atualmente, um terço da rede (250 postos) é digital. Operando com postos pluviométricos, fluviométricos e piezométricos em todo o Estado, a Rede dispõe tanto de postos convencionais (operação manual) quanto automáticos (registram dados de sensores que são colhidos por computadores) quanto telemétricos (registram dados de níveis de chuva que são transmitidos via celular ou satélite). Os investimentos são provenientes do Fehidro e da ANA. 

A Rede Hidrológica Básica do Estado de São Paulo, iniciada na década de 1880, é operada pelo DAEE desde 1951. É a maior fonte de dados hidrológicos básicos quantitativos do Estado, medindo chuvas, vazões de rios, níveis de água subterrâneas e sedimentos.

A Rede conta atualmente com 830 postos de monitoramento em todo o Estado, incluindo 630 postos de monitoramento pluviométrico (que medem os totais de chuva); 150 fluviométricos (que medem níveis e vazões dos rios); 50 piezométricos (medem o nível da água nos lençóis freáticos rasos). O DAEE disponibiliza ainda informações de postos sedimentométricos (dados de erosão dos solos) e de postos hidrometeorológicos operados entre 1970 e 1995, que continuam com validade, pois são séries históricas de dados. O DAEE desenvolveu, também, cerca de 100 equações de chuvas intensas para todo o Estado, utilizadas para projetos de drenagem.

Para conferir todos os dados hidrológicos e estatísticos disponíveis no site do DAEE, clique aqui. Para visualizar o conjunto de postos de monitoramento, clique aqui.
 
   
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